É um absurdo histórico a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de pedir ao STF o arquivamento da investigação sobre as joias árabes recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Gonet resolveu que não havia nada e pronto. Ignorou tudo o que a Polícia Federal comprovou. A fuga com as joias, as negociatas. Bolsonaro simplesmente mandou um militar pegar um avião da FAB e ir até o aeroporto para tentar ilegalmente retirar joias de milhões de euros apreendidas pela Receita Federal.
O ex-presidente tentou vender no exterior outro estojo de presente —e que Michelle Bolsonaro, inicialmente, declarou desconhecer, mas que recebeu no Palácio da Alvorada. Pelo menos sete militares tiveram protagonismo nas ações ordenadas por ele para entrar ilegalmente com as joias e tentar reaver os itens apreendidos. Como justificativa, Gonet citou a ausência de normas sobre o tema e decisões conflitantes por parte de órgãos de controle externo. Normalizou uma ação criminosa. (por Adriana Fernandes, na Folha)








