Wagner Moura diz que sem Bolsonaro o filme “0 agente secreto” não existiria

O ator Wagner Moura foi entrevistado por Jordan Klepper no programa “The Daily Show” na última sexta (16) para falar sobre o filme “o agente secreto”

“Sem ele,(Bolsonaro) nunca teríamos feito esse filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e pelo diretor Kleber Mendonça Filho com o que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022”, conta.

“Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil no século 21. Estávamos nos ligando: ‘como podemos reagir a isso?'”, comenta o artista.

 

“A lei basicamente perdoou todos os torturadores, assassinos e pessoas que fizeram coisas desprezíveis para os civis. Isso foi muito ruim para a nossa memória coletiva ou perda dela. Há coisas que não podem ser esquecidas, que não podem ser perdoadas”.

Segundo o ator, alguns problemas começam a ser resolvidos com a punição daqueles que atentaram contra a democracia –inclusive o ex-presidente. “Bolsonaro mesmo está agora na prisão. Eu espero que isso seja uma nova fase para os jovens brasileiros. Bolsonaro jamais teria existido, politicamente, se não fosse por essa lei que fez as pessoas esquecerem o quão ruim foi a ditadura.

. “A ditadura terminou em 85, mas na verdade não terminou em 85. Quer dizer, os ecos da ditadura ainda estão presentes. Quando elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, aquele homem era como uma manifestação física desses ecos“,disse Wagner


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