Em comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chamou o tribunal Internacional de “uma ameaça à segurança nacional que tem sido um instrumento de guerra legal” contra os Estados Unidos e Israel.
Washington sancionou Nicolas Yann Guillou, da França, Nazhat Shameem Khan, de Fiji, Mame Mandiaye Niang, do Senegal, e Kimberly Prost, do Canadá, de acordo com o Departamento do Tesouro e o Departamento de Estado dos EUA. Todos os funcionários estiveram envolvidos em casos ligados a Israel e aos Estados Unidos.
O governo do presidente Donald Trump impôs, nesta quarta-feira, sanções a dois juízes e dois promotores do Tribunal Penal Internacional, enquanto Washington aumenta sua pressão sobre o tribunal de guerra por causa da perseguição a líderes israelenses e de uma decisão anterior de investigar autoridades norte-americanas.
O TPI disse que lamentava o anúncio da medida.
“Essas sanções são um ataque flagrante contra a independência de uma instituição judicial imparcial que opera sob o mandato de 125 Estados Partes de todas as regiões”, disse o TPI em um comunicado.
“Elas também constituem uma afronta aos Estados Partes do Tribunal, à ordem internacional baseada em regras e, acima de tudo, a milhões de vítimas inocentes em todo o mundo”, acrescentou o tribunal. “O TPI continuará cumprindo seus mandatos em estrita conformidade com sua estrutura legal, sem levar em conta qualquer pressão ou ameaça.”









