Maria Helena Varella Bruna
Publicado em 20/04/2011 – Revisado em 10/04/2023 ( site do Dr. Drauzio Valera)
Os principais sintomas da síndrome de Ménière são episódios de vertigem precedidos por surdez flutuante, zumbido e sensação de pressão no ouvido semelhante à produzida pela diferença de altitude.
A síndrome de Ménière (hidropsia endolinfática) resulta da distensão do compartimento da endolinfa, líquido existente no interior do labirinto membranoso localizado na orelha interna.
A enfermidade deve o nome a Prosper Ménière, o primeiro a descrevê-la, e acomete principalmente adultos entre 30 e 50 anos. Estudos recentes indicam que há certa prevalência entre as mulheres.
Entre as causas conhecidas dessa síndrome estão os distúrbios autoimunes, os processos inflamatórios do ouvido, a sífilis e o traumatismo craniano.
O tratamento da doença de Ménière é focado na redução do acúmulo de líquido no ouvido interno, controle da inflamação e alívio dos sintomas (vertigem, zumbido, surdez).
- Medicamentos: Diuréticos (para diminuir a retenção de líquidos), betaistina, vasodilatadores e, às vezes, corticoides.
- Mudanças no Estilo de Vida: Redução do consumo de sal (dieta hipossódica), cafeína e álcool, além do combate ao estresse.
- Reabilitação Vestibular: Exercícios para melhorar o equilíbrio.
- Procedimentos: Em casos graves, injeções intratimpânicas (corticoides ou gentamicina) ou cirurgia
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- Sintomas incapacitantes: As vertigens (tontura rotatória) podem ser intensas, durando de minutos a horas, o que frequentemente impede o trabalho ou atividades diárias.
- Perda auditiva progressiva: Inicialmente, a perda de audição é flutuante, mas com o tempo pode se tornar definitiva e piorar progressivamente
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- Crises imprevisíveis: As crises podem ocorrer subitamente, representando riscos de segurança (como quedas, acidentes ao dirigir ou operar máquinas).
- Sem cura definitiva: A doença é crônica, mas os sintomas podem ser controlados com medicamentos, mudanças na dieta (redução de sal/cafeína) e, em casos raros, cirurgia.
- Impacto no dia a dia: Embora os períodos sem sintomas possam ser longos, o impacto na qualidade de vida é alto, exigindo acompanhamento médico.








