Uma pesquisa apresentada nesta quinta, 28, no Congresso da Associação Europeia para o Estudo do Fígado (EASL, na sigla em inglês)* e simultaneamente publicada no The New England Journal of Medicine (NEJM), desespertou a esperança da cura da hebatite B crônica que é uma das principais causas de câncer
Os resultados, anunciados na sessão plenária – principal da conferência – foram celebrados pelos participantes como “espetaculares” e “um marco histórico na hepatologia”.
O medicamento é o bepirovirsen, ou “bepi“, um antiviral desenhado pela GSK espeficiamente para combater o vírus da hepatite B (HBV), com um mecanismo de ação diferente do das drogas atualmente disponíveis. Os estudos apresentados são de fase 3, a última antes da submissão do medicamento para aprovação das agências regulatórias.
“O HBV se incorpora no DNA humano e produz um outro tipo de DNA que fica no núcleo da célula, então não conseguimos extinguí-lo com as tecnologias que temos hoje”, afirma o hepatologista Mario Pessoa, vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Hepatologia.O vírus não é extinto, porém seus efeitos são amenizados ou eliminados.
A expectativa é que o bepirovirsen seja submetido para aprovação da Anvisa e outras agências regulatórias, com projeção de aprovação para meados do próximo ano. O remédio vem em forma de injeção e o tratamento dura seis meses.
Hoje há tratamentos disponíveis para os casos crônicos, mas eles não zeram o risco de complicações e dificilmente promovem a chamada “cura funcional”, termo usado pelos médicos da área que indica que o vírus não pode ser mais transmitido e não causa mais doenças. No Brasil 1 milhão de pessoas provavelmente carregam o víruse somente 300 mil foram diagnosticados e menos de 50 mil fazem o tratamento adequado. Se você nunca fez, peça a seu médico um exame (de sangue) para saber se tem o vírus da hepatite B.
A maioria dos portadores dos vírus de hepatite B e C não sentem sintomas. Como não sente nada não procura um médico.









