Sal assassino

O homem civilizado tornou-se tão corrupto pela fraude e traição que quando ele não está envolvido em trapacear seu vizinho, ele está altamente envolvido em trapacear a si mesmo [1].

O cloreto de sódio (o sal comum de mesa) é apenas um dos muitos sais conhecidos dos químicos, mas é praticamente o único que lembramos de adicionar à nossa comida para ficar bem alimentado. O sal de Epson é freqüentemente tomado como purgativo, mas nós nunca pensamos nele como comida. É popularmente entendido como um “medicamento”, nunca como um nutriente.

O cloreto de sódio não foge à regra de que o nosso corpo deve obter seus elementos nutritivos, com excessão do oxigênio e da água, na forma orgânica. Sódio e cloro são ambos constituintes normais do corpo, mas eles precisam ser ingeridos na forma de sais orgânicos, se eles são para serem apropriados pelo corpo. O sal de cozinha passa através do corpo e sai sem sofrer nenhuma mudança. Ele não é metabolizado como são os sais orgânicos. Ele nunca torna-se uma parte de nenhum dos tecidos do corpo e não é empregado na produção de nenhuma das secreções do corpo. Contrário à opinião popular, seu cloro não é usado na produção do ácido hidroclorídrico usado no estômago.

Sendo sem utilidade, o sal é um veneno e, portanto, seu uso constitui um desperdício das energias da vida. O próprio fato de ele ser usado como um laxante é devido ao fato que ele é um veneno. Em certas regiões da China antiga as pessoas cometiam suicídio tomando grande quantidade de uma solução saturada de sal comum. São conhecidos casos de morte pelo uso de enemas salinos e de “febre de sal” devido à desidratação.

Não é correto dizer que o sal é um veneno apenas “sob certas circunstâncias”. Uma substância ou é um veneno ou ela não é — as circunstâncias não são envolvidas. Qualquer substância, quando inseridas no corpo, ou é um alimento ou é um veneno. É um ou outro dependendo se o corpo pode, ou não, usá-la; isto é, se ou não, ela pode ser transformada em tecido ou usada na produção de secreções.

O sal comum, cloreto de sódio, é o tempo todo e sob qualquer condição, uma substância não utilizável pelo nosso corpo; portanto, ele é sempre e sob qualquer condição, um veneno para nosso corpo. O fato de ele não ser sempre fatal (instantaneamente mortal) é devido ao fato de que ele é raramente tomado em doses fatais. Uma solução forte de sal é freqüentemente usada como um “emético’ — isto é, ela é usada para induzir o vômito. Muitas pessoas têm o hábito de tomar um copo de água salgada antes do desjejum de cada manhã para induzir a ação intestinal. Ambos o vômito e a ação intestinal são meios de expelir o sal do trato digestivo. Ao mesmo tempo, há um aumento da ação cardíaca, e portanto é dito que ele estimula o coração.

O sal é eliminado com dificuldade quando ele consegue entrar na circulação sangüínea. Muito dele é jogado fora através da pele. A maioria da matéria sólida no suor é cloreto de sódio. Os grandes usuários de sal, que transpiram muito, têm tanto sal em seu suor que ele é mais salmoura do que qualquer outra coisa, e quando suas roupas secam, geralmente sobra sal suficiente nelas para manchá-las com borrões e linhas brancas. As lágrimas deles também são salgadas, enquanto as lágrimas do não-usuários de sal não são salgadas. O nosso corpo aproveita todas as oportunidade que tem para desfazer-se deste poderoso veneno.

Sylvester Graham, em 1836, notou que os soldados norte-americanos na fronteira do oeste costumavam não usar sal em sua comida, e ele descobriu que as transpiração deles tinha o sabor tão livre de sal como uma água pura. O próprio Dr. Shelton, em 1948, após uma caminhada em ritmo forte, em que transpirou bastante, provou o seu suor da face duas vezes, e o sabor era de uma água destilada, sem a menor presença do sabor de sal.

A maioria de nossa raça tem usado sal por tanto tempo que chegamos a pensar que isso é uma prática normal e que o homem, como certos animais, procuram instintivamente sal para comer. Nada mais longe da verdade. Quando o homem usou sal pela primeira vez é algo desconhecido, mas parece ter sido adicionado à comida após ele aprender a cozinhar seus alimentos e, desta forma, subtrair deles os seus sais orgânicos. O sal foi adicionado para restaurar o sabor perdido. O sal é totalmente não-nutritivo, um veneno, e certamente não é uma adição necessária à nossa dieta.

Ao longo da história, nem sempre o homem usou sal. O filósofo Thoreau abandonou o uso de sal após ele fazer a descoberta surpreendente que os índios norte-americanos não o usavam e mantinham um alto padrão de saúde e de eficiência física sem o seu uso.

Os sucos de espinafre, das folhas de beterraba e de outras verduras, cozidas em um aparelho sem água, de tal forma que nenhuma água é adicionada, são tão salgados que é difícil acreditar que nenhum sal foi adicionado ao alimento. Todos os alimentos naturais integrais contêm uma abundância de sais orgânicos que são necessários ao nosso corpo e são úteis. Porém é inútil ingerir esses vários sais em suas formas inorgânicas. Os tabletes de cálcio, os compostos de fósforo, as cápsulas de iodo e as tinturas de ferro fornecidos pelas drogarias e recomendada pelos médicos, são totalmente inúteis. Eles são piores do que inúteis, eles são certamente venenosos.

Obtenha seus sais, seus minerais, de alimentos naturais não-refinados e não-processados — preferencialmente de vegetais crus e fresco e de frutas frescas maduras (mas não cozidas). A farinha branca foi roubada de 75% de seus minerais no processo de moagem. O arroz branco também perdeu aproximadamente a mesma coisa. O açucar branco não tem qualquer mineral. As comidas cozidas perdeu a maioria de seus minerais. O cozimento e o processamento dos alimentos roba deles, não apenas suas substâncias úteis, mas de seus sabores. Maçãs assadas não tem qualquer atrativo para o nosso senso gustativo. Somos forçados a adicionar açucar e temperos para torná-las saborosas. Isto não ocorre com a maçã crua. A Natureza dá rico sabor a seus alimentos e se nós não os estragarmos, nós descobrimos que não precisamos de adições prejudiciais para nos deliciarmos com eles.

O livro de Marietta Whittlesey [2] relaciona uma série de problemas causados pelo uso do sal de cozinha comum.

Veja como o cloreto de sódio (inorgânico) atua no nosso corpo: ao ingerirmos este sal, venenoso e assassino, ele mata as células com que entra em contato. O nosso corpo, com sua inteligência inata, procura evitar a matança dessas células diluindo esse sal pela retenção de água nesses locais de acúmulo de sal. Com isso, duas coisas óbvias acontecem: a pessoa ganha peso ( engorda pelo aumento da quantidade de água retida no corpo) e aumenta a pressão nas paredes das artérias e veias do organismo, já que a quantidade desses “tubos” não se altera, mas o volume de água retida aumenta. Os médicos chamam esta situação de “alta pressão” (quando comparada com a pressão normal), nas paredes das artérias e veias, de hipertensão. Se os nossos “tubos” cederem à maior pressão, teremos obviamente o surgimento de varizes. No entanto, a maior pressão das artérias/veias leva ao pressionamento de todos os órgãos que estão junto desses “tubos”, que é todo o organismo, obviamente. Inclusive na cabeça, onde irão surgir sintomas desagradáveis, como dores na cabeça, depressão, etc.

Após muitos anos usando sal, o nosso tubo digestivo fica todo irritado (ex: colite, etc). Locais onde a irritação é mais forte recebe o nome de úlceras. Porém, todo o tubo digestivo da maioria das pessoas está mais-ou-menos ulcerado (irritado). É fácil verificar isso: basta apertar com força (dar uns murros) nos intestinos e ver se há dor; se houver dor, os intestinos estão irritados pelo uso de sal.

Como nosso viver é um processo de desidratação contínuo [nascemos com 80% de água e morremos com 40% de água], constitui um crime contra o corpo o uso de diuréticos para a eliminação de água “em excesso” (a água sempre está em quantidade insuficiente!) do nosso organismo. Uma das motivações para tomar diuréticos é para perder peso (de água, e não de gordura!). Porém, se a inteligência do corpo está retendo mais água, isto é o melhor que pode ser feito na condição em que o indivíduo se encontra, para manter o melhor funcionamento possível do organismo. Tomando-se diuréticos está-se combatendo efeitos (excesso de peso e/ou hipertensão), ao invés de se combater a causa primária (o consumo de sal). Estamos querendo eliminar (curar) a sombra (efeito) sem mexer no objeto gerador da sombra (causa)…

As mulheres costumam reter mais água em seu corpo quando estão próximas da menstruação, com o surgimento de vários desconfortos, como tensão pré-menstrual (TPM) e engorda. A eliminação do sal nessas ocasiões irá eliminar esses sintomas desagradáveis. Como o volume do seio também irá aumentar nessas ocasiões, é importante usar sutiãs mais folgados nessas ocasiões (para evitar o bloqueio do fluxo linfático), para diminuir a probabilidade da ocorrência de câncer de seio, com o passar do tempo [veja a postagem “O Sutiã Assassino”, 20.4.2005].

 Fonte: http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/2006/03/o-sal-assassino.html