Militares brasileiros não podem permitir ataques que partam do nosso território a forças da Venezuela

Artigo de Reinaldo Azevedo:

Repórter: O que você acha… O que o senhor acha que pode ser feito nesse momento para reforçar nossa fronteira, para proteger a nossa fronteira. Isso foi um ataque à nossa soberania, coronel?
Jacaúna: Quem vai dizer isso é o campo político, né?, que vai dizer se foi um ataque à nossa soberania, mas eu acho que, via diplomática, ela deve aí atuar fortemente contra quem… Contra os responsáveis por essa ação aí.
Repórter: O ser. acha, então, que é hora de o Itamaraty resolver…, ver o que é que faz diante dessa situação inédita entre Brasil e Venezuela?
Jacaúna: Não sou eu que vou dar ordem para o Itamaraty. Não sou eu que vou dizer o que o Itamaraty tem de fazer. Mas acho que, da nossa, parte, realmente uma posição firme deve ser tomada.

Pela ordem:
1: É absurdo perguntar a um coronel em campo se o ato X ou Y representam ataques à nossa soberania;
2: é descabido um coronel dizer qual deve ser a reação do governo ou das Forças Armadas Brasileiras: fraca, forte, média ou nenhuma;
3: é descabido indagar se cabe ao Itamaraty “resolver” a dita “situação inédita” — o que já embute um juízo de valor que faz supor uma escalada no conflito inexistente entre Venezuela e Brasil;
4: militar não tem de dar entrevista, a menos que tenha recebido autorização do comando e fale por ele;
5: convém que as vivandeiras segurem o seu fígado…

Até porque as “escaramuças” voltaram a acontecer neste domingo.

Questões
Não há militares brasileiros em Pacaraima? O que eles fazem lá enquanto venezuelanos que estão no Brasil atacam soldados compatriotas que estão do lado de lá da fronteira? Permitir os ataques é abrir caminho, é evidente, para algo mais sério. E se um tiro vindo da Venezuela atinge um civil brasileiro ou um militar?

Talvez alguns queiram uma guerra. Eu não quero.

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